Tantas Faces

sábado, 10 de março de 2012

Foi tentando ajustar o ponteiro...


















Foi tentando ajustar o ponteiro...
Eu deitei em minha pedra fria de mármore.
Eu ficava olhando as sombras na parede... o cinzeiro
Onde caem as pétalas que o invencível descolore.

Tudo pálido e minha pele igual ao mármore,
já era coisa do quarto. Sentia nos lábios o saleiro,
fina camada que o tempo descobre
Das sombras: talvez o sombreiro.

Chorei pedras que me alicerçaram.
E me firmei sobre o que em mim era de Aquiles.
Sou uma destas estátuas...

Que os ventos do inatingível lapidaram
meus olhos imóveis, intactos.. São frias luas.
Passeio no cinza em meu deserto é flor de Íris...

11 comentários:

  1. Maithê

    A imagem do meu poema, depois de ir verificar,
    não é de Dalí. Já retirei o nome do pintor que mais me seduz e estou tentando saber de quem é...
    Pelo lapso peço desculpa.

    Li o seu ajustar do ponteiro...eu paro muitas
    vezes os relógios quando escrevo...até paro o
    Planeta inteiro...

    Desta vez, ajusto o ponteiro e o deixo contar as horas...
    "Passei pelas cinzas do seu deserto" e gostei...

    Maria luísa

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  2. Maria!! Que felicidade foi ler o teu comentário aqui... paramos o planeta! O nosso planeta!
    Tem uma frase que gosto muito e acho que diz respeito a esta hora... "tamanha distração é igual á concentração."(Huberto Rohden)
    É concentração para outra parte do universo... Beijos linda!

    Ah, e imagina se precisa de desculpa, eu nem vi que tinha nome... só vi que tu tinhas outras imagens dele... também sou uma apaixonada! Afinal o surrealismo... (...)

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    1. ...traigo
      ecos
      de
      la
      tarde
      callada
      en
      la
      mano
      y
      una
      vela
      de
      mi
      corazón
      para
      invitarte
      y
      darte
      este
      alma
      que
      viene
      para
      compartir
      contigo
      tu
      bello
      blog
      con
      un
      ramillete
      de
      oro
      y
      claveles
      dentro...


      desde mis
      HORAS ROTAS
      Y AULA DE PAZ


      COMPARTIENDO ILUSION
      MAITHE DE OLIVEIRA

      CON saludos de la luna al
      reflejarse en el mar de la
      poesía...




      ESPERO SEAN DE VUESTRO AGRADO EL POST POETIZADO DE TITANIC SIÉNTEME DE CRIADAS Y SEÑORAS, FLOR DE PASCUA ENEMIGOS PUBLICOS HÁLITO DESAYUNO CON DIAMANTES TIFÓN PULP FICTION, ESTALLIDO MAMMA MIA, TOQUE DE CANELA, STAR WARS,

      José
      Ramón...

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  3. Olá, Maithê! Belo poema... Depois daquele lindo comentário no blog da egípcia, adoraria que você visitasse o meu. Um abraço!

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    1. Oi, Nelson! Com muito prazer o convite é aceito!
      Realmente sou uma "fã" da egípcia, que para mim é uma flor de mulher que vai inovar certas concepções. Fica um tanto claro meu feminismo, mas ele vem não de um feminismo desejante de que o oposto impere, mas desejante de igualdade... em qualquer canto.
      Obrigada pelo elogio a meu comentário, pela visita e pelo convite! Será uma honra ver teu blog! Irei lá com tempo para que possa sentir toda a energia presente. Um abraço.

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  4. Precioso diamante tua escolha meu amigo! O poeta dos escravos, o poeta do altruísmo... eu diria. Um artista de verdade, (porque assim o é aquele que está anos á frente de seus contemporâneos) um homem com olhar de igualdade e discernimento do que significa Ser um Humano. Um homem que falou no passado o que ainda existe... "Negras mulheres suspendendo ás tetas, magras crianças cujas bocas pretas rega o sangue das mães". Realidade cruel dantesca ironicamente, gigante! -como o hino nacional... o poeta dos escravos ainda escreve para o país dos escravos... "E chora e dança ali, um de raiva delira o outro enlouquece." E só alguém que vê o mundo com muito amor e sensibilidade pode perceber de onde vem tamanha loucura ou o delírio... Ele foi chicoteado? Como poderia sentir? exatamente a vida toda a vida dos escravos? Mas viu a alma. Olhou de frente o rosto: "No entanto o capitão manda a manobra, e após, fitando o céu que se desdobra, tão puro sobre o mar(...)" calmamente em seu fumo... depois destoa para nós em sua fala, mas na fala dele experimenta gozo... sensação de liberdade... fitar o céu e bater sua vaidade! E há tantos destes rostos por aí... é realidade imensa, a personalidade (...???) Perdão! Não sei que nome usar, mas penso em um sinônimo... conhecido mundialmente e sempre digo: "existem tantos destes por aqui neste mundo". Mário Quintana disse: "os sádicos amam de verdade"... é talvez uma forma irônica de amor não?? A de ter gosto em ver ferimento dor e sangue, pele marcada em dor... sim! Concordo é uma forma de amor, doentio e desgraçado... olhar o rosto marcado á carne e sentir satisfação!
    Eu li Castro aos 12 anos, com muita paixão! Porém alguns detalhes de sua vida não recordo... mas os poemas, preciosos fazem parte do meu quarto... e das minha indagações humanas! Obrigada pelo convite! Abraços!

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  5. Precioso o que escreve.
    O Amor, palavra gasta por tanto se falar e tão pouco se aplicar.
    E o Amor toma várias formas - boas e más - como diz Mário Quitana.
    Realismo de um passado ainda existente.

    Excepcional!

    Maria Luísa

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    1. Gracias por visitarme,es un placer entrar en tu espacio,un abrazo.J.R.

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  6. Passeio-me pelo seu cinza
    Deleito-me com cada palavra,
    cada estrofe, saída do seu coração!
    Parabéns pelo seu lindo espaço
    Obrigada por iluminar o meu.
    Tenha uma ótima semana
    Beijos doces
    Sónia

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  7. Lindo querida amiga adorei de verdade. Desejo-lhe uma Páscoa com muito amor. Beijos com carinho

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