Eu deitei em minha pedra fria de mármore.
Eu ficava olhando as sombras na parede... o cinzeiro
Onde caem as pétalas que o invencível descolore.
Tudo pálido e minha pele igual ao mármore,
já era coisa do quarto. Sentia nos lábios o saleiro,
fina camada que o tempo descobre
Das sombras: talvez o sombreiro.
Chorei pedras que me alicerçaram.
E me firmei sobre o que em mim era de Aquiles.
Sou uma destas estátuas...
Que os ventos do inatingível lapidaram
meus olhos imóveis, intactos.. São frias luas.
Passeio no cinza em meu deserto é flor de Íris...